30 de ago de 2013

HIPOCRISIA II

Em 24 de abril de 2013 em Savar, periferia de Daca, capital de Bangladesh, um país pobre da Ásia, deixou 1.127 mortos. No local, diversas fábricas de vestuário de marcas internacionais.

Em 30 de julho de 2013, 28 trabalhadores bolivianos foram resgatados em situação análoga à escravidão em oficinas de roupas em São Paulo, produzindo através de terceirizadas para marcas de grife (uma camiseta custa quase R$ 200,00).Não é muito diferente das roupas dos famosos bairros do comércio popular da capital paulista que abastece tantos municípios brasileiros!

E os haitianos que chegam diariamente ao Brasil, correndo riscos e pagando caro para atravessar a fronteira, passando dificuldades e restrições na chegada ao Acre e, alguns, com sorte, conseguem um emprego na construção civil, em fábricas, frigoríficos... e, onde houver oportunidade!

Compramos roupas, tênis, produtos eletrônicos ... e nem nos preocupamos onde, por quem, como estes produtos são feitos quais as condições de trabalho das pessoas que fazem tais produtos... nesse caso não importa que sejam quase “escravos”!

Agora médicos, ou melhor, médicos cubanos, trabalhando no Brasil, trabalharão como escravos!

E as pessoas que estão nos rincões desse nosso Brasil, necessitando de um atendimento médico, devem continuar a esperar! E se fosse você, ou um filho teu precisando de um atendimento, você iria pedir a identidade do profissional para ver se ele é cubano, argentino, espanhol, brasileiros que estudaram no exterior (não são só cubanos que estão vindo!).

Vivemos ou não num mundo capitalista? Vivemos ou não num mundo globalizado? Quantos brasileiros encontram-se no exterior, trabalhando! E muitos bem empregados! Estão tirando a oportunidade de um local?

Sugiro que todos vocês possam acessar essas matérias:



Hoje, precisamos de mão-de-obra especializada em quase todas as áreas! A título de curiosidade apenas a indústria do petróleo, trouxe aproximadamente 50.000 estrangeiros em três anos, principalmente, da Noruega, EUA, França, Holanda e Inglaterra.


Precisamos deixar de ser hipócritas, parar de pensar de maneira corporativista, evitar politizar questões maiores como a necessidade urgente de desenvolver o país e, principalmente, parar de ser dúbio nas nossas ações e pensamentos: comprar uma roupa de grife feita por um quase “escarvo” não tem problema... mas ser atendido por um médico “importado” isso não quero!